sexta-feira, 5 de julho de 2013

Refeito...


Peguei um pedaço de coração caído no chão.
Um resto jogado de um coração partido, ali, caído...
Pensei em reconstruí-lo, mas como eu faria aquilo?
Sem os demais pedaços, como uniria e reconstruiria?
Era apenas um pedaço de um coração partido, caído...
Pobre daquele ser que o perdeu. O que afinal sucedeu?
Talvez um desgosto! Mas, eu, ali, via apenas um coração sem rosto.
Por mais que eu tentasse, não via um dono, apenas o abandono.
O coração ali. Eu, estarrecido! Tentei aquecê-lo, com todo zelo,
Mal eu sabia que era um mero pedaço morto de coração. Ou não?
Talvez fossem pedaços espalhados e ali estava um e logo ali mais algum...
Quem sabe o coração partido partiu-se simplesmente por, demente,
Ter perdido a cabeça? Explodiu? De si, fugiu? O dono? Quem o viu?
Dúvidas? Várias, mas o pedaço de coração apenas um, na minha mão.
Por alguns instantes, fiquei ali, parei, pensei. Devolvi o coração ao chão.
Era ali seu lugar. Alguém ali o deixou. Se amou, ou sofreu, não sou eu
Quem irá descobrir, nem penso, nem quero. Apenas espero!
Torço para aquele desconhecido alguém. Que o tire dali partido, caído
E volte a ter algo a pulsar-lhe no peito, que o motive sonhar e viver, refeito!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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