Eu estava ali, enquanto ela, vestida de branco, atravessava a rua. Vindo em minha direção enquanto eu, naquele instante, não tinha mais direção alguma. Um momento de perplexidade - era isso apenas! Ela vindo, eu esperando... Algo mágico que apenas descrevem aqueles que amam.
Parado, olhei bem em seus olhos ao longe, seu rosto! Era ela, ali, tudo e ao mesmo tempo a única coisa que importava no mundo. Pensei em correr e, correndo, ir ao seu encontro, poder tocá-la, mas não pude fazê-lo, pois correndo estragaria a eterna duração daquele instante derradeiro e tão demasiado sublime. Deixei que transcorresse ao seu devido momento! Era algo inconcebível querer adiantar o tempo, correr aquele mágico instante... Queria eu parar o mundo se pudesse, frear o espaço, admirar aqueles segundos degustando aquela imagem, aquele rosto amado, eternamente se possível.
Seu rosto ficava em minha mente qual tatuagem na alma desde o momento que acusava a memória do instante em que a conheci... Éramos apenas dois desconhecidos naquela época... Hoje, conhecemo-nos? Um pouco mais. Queria degustar aquele e cada um de todos os próximos de nossos reencontros pela vida, até o sempre...
Eram infindas as pessoas na rua, porém apenas aquele rosto a mim interessava. O rosto daquela que era o tema dos suspiros ansiosos daquele que a aguardava de braços abertos. Os demais rostos faziam parte apenas do rosto do resto... De nada importavam a mim ou ao instante! Um simples rosto do resto diante daquele único rosto amado que a mim interessava.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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