Nossas noções de prazer não ultrapassam os limites do conceito sonhado por todos de ''poder''! Conceito esse que traduz-se na capacidade meramente financeira de ''poder ter'' ou do ''poder comprar''... Daí, trabalha-se para ter, para comprar... Trabalha-se, logo, para ter poder - não necessariamente para produzir algo de produtivo!
Habituamo-nos à visão socialmente aceita de que só é admirável ou só é de sucesso que tem poder! Como atingir poder no mundo? Podendo comprar, podendo ter... É, de fato, mera opinião, mas tudo na vida são meros conceitos! Sociedade, em si, pelo que vejo, é outro mero conceito... Cada um com os seus. Mas, em meio a isso, vem o poder de quem domina órgãos de mídia, com sua peculiar capacidade de influência. Não há espaço para individualidades e novos pensamentos quando o mundo ressoa as (in)verdades impostas pela mídia.
Somos gado, massa cega de manobra e não necessariamente pensante. Seres humanos de sucesso? Uma vida de sucesso? Qual o fundamento nesse sucesso estabelecido conceitualmente e carro chefe das insinuações capitalistas da mídia? Há tempos perdemos nossa liberdade puramente humana, de buscar felicidade palpável e simples como deveria ser. Estamos numa querela com o conceito estabelecido de ser livre, atrelados que estamos a um muro imaginário que construímos e que nos prende em nossa cegueira voluntária. Mais que nos cercar, esse muro somos nós, é feito de nós! Todos, um a um, num conceito errôneo de sociedade dita democrática e livre, todos empilhados, acorrentados, como acimentados uns aos outros ao bel-prazer dos ditames daqueles que detém o maior ''poder'', ou, como queiram, maior sucesso...
Somos uma massa única, dita ''sociedade'' por conceito, porém inertes e sem novos objetivos ou expectativas traçados! O que há em nós além de rotineiros hábitos maquinais? Tudo visa meramente, ao final de cada mês, receber a devida quantia do ''salvador'' salário para consumi-lo conforme os ditames do que nos é imposto como bom pelos modismos corriqueiros e cíclicos. Quem somos nós além de seres que definem-se apenas em conceitos de: gastar e, para isso, desgastar-se? Somos blocos de parede...
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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