Onde está o sol que não o vejo?
Por detrás dos montes, quiçá...
Sumiu a luz das terras e, de lampejo,
A escuridão tomou conta do que há.
Deixou saudades o sol que outrora havia
A clarear caminhos, reluzindo as flores.
Hoje dão-se passos na escuridão, caminhada vazia...
Nada brilha, nem há calor que acalente as dores.
Somam-se, uma a uma, lágrimas retintas
Do sangue de feridas que marcam, cicatrizes!
Pintam-se os cenários em cores distintas,
Mas todas sem brilho, em escuros matizes.
Mundo estranho sem destino, sem sentido aparente...
A dor, tão evidente, não mais nos agita ou comove!
Segue o mundo repleto de um povo frio e impotente...
Somos parte de um carrossel que não se move.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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