Eu atravesso paredes? Sou feito de vento, algo assim? Como ser um pássaro livre numa gaiola? Eu surgo e ressurjo a cada dia do alto de meu habitual poleiro no mundo... Completo frases soltas e solto frases incompletas, desconexas, sim, sem que isso seja do interesse de alguém! Sou recíproco o quanto posso ao mundo, logo sou confuso como tantos outros e vazio...
Sou nada, mas tento ser o que posso. Sou um verme, mas posso ser quem eu quiser nos meus sonhos. Antes de qualquer conceito, sou um comum apenas... O que sou ou o que me define, entretanto? Agonia? Sim, agonia. As grades da gaiola mais eu! Somos feitos um para o outro, quem sabe... A fraqueza do ser e a força do metal nas grades! Elas delimitam meu mundo e ao mesmo tempo o definem. Quem seria eu sem as grades da gaiola que me perfaz? Preso dentro delas consigo pelo menos definir-me algo: encarcerado! Nesse mundo de tantas incertezas, ter qualquer definição já seria alguma coisa...
Sou nada, mas tento ser o que posso. Sou um verme, mas posso ser quem eu quiser nos meus sonhos. Antes de qualquer conceito, sou um comum apenas... O que sou ou o que me define, entretanto? Agonia? Sim, agonia. As grades da gaiola mais eu! Somos feitos um para o outro, quem sabe... A fraqueza do ser e a força do metal nas grades! Elas delimitam meu mundo e ao mesmo tempo o definem. Quem seria eu sem as grades da gaiola que me perfaz? Preso dentro delas consigo pelo menos definir-me algo: encarcerado! Nesse mundo de tantas incertezas, ter qualquer definição já seria alguma coisa...
Gota a gota, despindo-me de mágoas que caem molhando o chão, desprezo o quanto posso dos sofrimentos que ainda ressoam... É melhor criar devaneios sem sentido que perder tempo criando lamentações com sentido qualquer aos ouvidos meus ou alheios. Elas em nada acrescentam nem nos redimem. Quero apenas ater-me ao cárcere, por ora! É, afinal, o que conheço do mundo! É o que tenho! Embora, na verdade, eu seja apenas um verme que sonha voar, quero mesmo sendo ledo engano sentir-me pássaro, não importa se preso, mas pelo menos sentir-me dotado de asas. As terei um dia? Quem sabe? Sei por ora apenas das grades...
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier


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