quarta-feira, 4 de junho de 2014

É noite

Sim, depressão, deprimido... Humor ausente, quiçá? Demente? Poderia explicar, mas não resolver. Passo os dias a pensar o que se deu em mim para tal fado eu carregar hoje. Quando comecei a esquecer-me de mim? Hoje, apenas encontro restos do sonho de humano que tracei como objetivo. Sou um fardo para meus próprios ombros. Não me deixe só, peço...

Peço com calma, para que não se zangue. Não quero ninguém zangado. Quero apenas vencer esse humor deprimido, esse estado alterado que me deprime. Não, não quero mais nada além de sua compreensão, sua presença. Isso é o que peço! Atenda caso lhe seja possível.

O que mais penso? Sobre mim? Se a janela de meu quarto é alta o suficiente... Isso! Mas não posso atrever-me a tal desvio de rumo. Meu senso de esperança que me faz acreditar que tudo há de tornar-se melhor um dia cobra-me zelo e apreço à minha vida. Derrocada? Ainda não atingi a derradeira, mas eu de fato já estou entregue...

Entrego-me! Deixo-me livre para ser escolhido por alguma alma boa pela vida, alguém que rompa caminhos e atravesse minha caminhada para dar-me esperanças desde o primeiro contato, um simples oi, um abraço... Alguém precisa salvar-me de mim. Isso! Cabe ter esperança. Esperança que hoje mantém-me aqui, por trás da janela! Será por essa mesma esperança que conseguirei um dia olhar novamente da janela com deleite o nascer do sol, ou o entardecer, ou a noite que existe para além da que escuridão que habita em mim. 

Além da janela há esperanças, mas preciso por agora confiar na que há atrás, antes dela. Quero apenas olhar pôr do sol pela janela... Cabe viver e esperar. É noite! Está escuro, ou sou apenas eu?
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier


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