Muito prazer, eu sou um pássaro caído! Construí um ninho em solo baixo e por lá fiquei. Gravetos envelhecidos como minha cabeça oca... Sim, estou ficando velho! Crianças, não envelheçam como eu!
Meus cabelos e hábitos não são mais como outrora. Não, não posso me enganar. A juventude esvai-se de mim por entre meus dedos desatentos; mãos calejadas, boca calada, alma enfadada de um "eu" caído...
Meus cabelos e hábitos não são mais como outrora. Não, não posso me enganar. A juventude esvai-se de mim por entre meus dedos desatentos; mãos calejadas, boca calada, alma enfadada de um "eu" caído...
Doída, sim, é a sensação que resta da vida. Dói o coração, a alma, o âmago que antes abrigava esperanças... Hoje, restam dores apenas? A vida dá-se enquanto aprendemos a carregar as dores, penso eu. Talvez a vida seja puramente aprender a carregar dores, quiça...
Por todos os cantos, em todos lados, olho, penso e choro. Não sou mais o que eu era antes ou planejava ser hoje. Apesar disso, eu era alguma coisa? Tanto sonhei, mas nada... Nada sei a não ser que estou de fato caído. De passos trôpegos, pés calejados como as mãos, voz entalada na garganta como um nó, alma entristecida como em uma despedida eterna de algo que desconheço, sou eu aqui!. O que perdi? Ou melhor: onde perdi-me de mim e onde hei de me encontrar?
Por todos os cantos, em todos lados, olho, penso e choro. Não sou mais o que eu era antes ou planejava ser hoje. Apesar disso, eu era alguma coisa? Tanto sonhei, mas nada... Nada sei a não ser que estou de fato caído. De passos trôpegos, pés calejados como as mãos, voz entalada na garganta como um nó, alma entristecida como em uma despedida eterna de algo que desconheço, sou eu aqui!. O que perdi? Ou melhor: onde perdi-me de mim e onde hei de me encontrar?
Aguento-me a cada dia! Tento criar estratégias para sorrir, suportar... E nisso, faço um ensaio de um novo eu de segundo a segundo, em todo o tempo. Como vencerei essa mesmice de achar-me só, triste, calado, trôpego? Oh, pedaço de mim que me falta, onde estará você que nem sei se perdi, ou onde perdi, ou se devo ou não procurar... O que fazer em meio a tudo quando tudo parece já de fato feito, imutável apesar de seus esforços? Responda-me alguém? Nada consigo mudar. Apenas sigo dia após dia ensaiando um novo eu que em si mesmo suporte a si em passos mais firmes. Alma entalhada por pedras lascadas lançadas pela vida... Pedras do caminho.
Despretensioso, seguia eu rumo a dias de paz, mas onde eles estarão que não dentro de mim? Cá dentro foi o único local que não consegui expor, abrindo-me para encontrar-me em meio à caça na qual me encontro. Talvez eu me encontre em mim, é a solução? Porém, sigo sem esperanças para tal, uma vez que vejo-me como o pássaro caído em seu ninho em solo baixo: cabisbaixo, olhando para o chão enquanto espero minha sombra desaparecer enquanto a noite cai, cai e cai....
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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