Nem dava para ouvir seus passos, chegando.
Aquela casa triste, que antes parecia morta,
Ganhava vida e cores, com tudo ali brilhando...
Por quanto tempo poderia eu negar-me ao amor
Que dentro de meu peito, antes oco, adormecia?
Você surgia ao meu lado tal qual a flor
Que nasce do chão dito infértil, mas agora vivia.
Sonhos? Sim, vi pássaros queimando no ar.
O sol brilhante de teus olhos tostava todos.
Um coração pulsava ali, via-se tudo queimar;
Ressurgia então um cenário novo, sem engôdos.
Seriam ali novos passos, em novos caminhos?
Seria então a mesma estrada conosco por lá?
Sabia eu, todavia, que não estávamos mais sozinhos.
Eu era um homem novo, em nova vida, quiçá...
Abracei teu corpo, senti seu cheiro tão suave...
Não queria que aquele abraço acabasse.
No correr da vida, nada há que nos salve
Que não o amor traduzido em sorriso na face.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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