sábado, 7 de fevereiro de 2015

Incerto


Por favor, peço: esqueçam de mim!
Não quero morrer alhures, nem estou doente.
Não hei de me matar, pois não tenho coragem.
Queria apenas que eu pudesse assim,
Desenganado, ser esquecido e fazer-me ausente.
Bastam-me os sofrimentos trazidos de bagagem!

Não quero que lembrem-se ou saibam quem fui.
Não quero que tentem correr atrás de mim, decerto.
Quero que deixem-me ir embora, por todos esquecido.
Não serei eu, nem o tempo, quem voltará - tudo flui...
Quero esvair das mentes, sem rumo; destino incerto...
Quero saber-me livre para sentir-me como agora: perdido!

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier



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