domingo, 8 de fevereiro de 2015

A lua, o pai, o filho

"Olha a lua, menino!" - disse o pai um tanto quanto extasiado. A criança, sem entender, achou que havia feito algo de errado. O grito explosivo do pai tinha-lhe assustado. O pai apontou no céu a lua que, tão branca, tão clara, no escuro estrelado, imensa, brilhava. A criança não entendeu direito a lição que seu pai ali lhe dava.

Anos passaram, a criança já era adulta. Passeava com seu filho em noite enluarada. Trazia em si uma memória oculta. Olhando para o céu, nada via, mas, na estrada, seu filho caminhava. A mesma lua que antes era mira do seu pai quando à ela ele apontava, iluminava a estrada por onde agora sua criança passava.

Feliz, aquele antigo menino, hoje pai, correu diante de teu filho, agradecido, e o abraçou tempo demais... Tempo suficiente para a criança que ali estava poder sorrir sorrisos puros e também lhe abraçar no escuro - afinal era noite para além do lindo luar!

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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