segunda-feira, 27 de abril de 2015

Que Deus nos ajude

E aquela história em que os tempos de outrora eram mais belos e fáceis que os dias de agora? Quem mais nele vivia que não nossos antepassados que na época havia? O hoje é produto de seus atos, inclusive, e disso haveremos de lhes ser gratos. Mas há o que mais por ser dito que não, no máximo, "obrigado" ao somatório dos fatos?

O hoje é sim esse somatório de atos e fatos, ações produzidas e reproduzidas, de tempos longínquos e recentes. Atitudes honradas bem como atos indecentes: tudo quanto havia (e fizeram: ontem ou hoje) fez-se no tal somatório que nos é o todo que temos. O presente, tal qual agora vemos, é um passo além dado já desde antes. Assim tem que ser! Somos espíritos, seres errantes, e seguimos esse passo já dado rumo ao próximo que será iniciado adiante - sempre adiante.

A história há de nos condenar ou absolver, independente dos esforços que façamos pelo nosso conforto de agora. Os julgamentos que fazemos por ora, nada valem, pois com eles caminhamos pela vida atual que há lá fora. Devemos aguardar o retorno de nossos antepassados e seu reencontro conosco. Quem sabe assim eles possam ver se de fato fizemos o mundo melhorar, tornando a realidade um horizonte cristalino e não mais o vislumbre disforme por detrás de um vidro fosco - que ainda por ora temos.

Assim, quando todos puderem ter ido e vindo, atingido na Terra seu maior potencial, talvez sejamos dignos de agradecer a Deus e tal, mas antes de mais nada Ele também há de nos agradecer, a saber. Cabe então lutar para, dia após dia, fazermos com que mude - na nossa realidade ainda fria - aquilo que mata e consome em dores os tantos que sofrem - já desde antes, mas sem que ainda alguém os ajude. 

Quiçá no futuro, além do hoje que nos aturde, onde todos de novo nos encontraremos mais ou menos radiantes, possamos de olhos novos nos honrar por aquilo que fizemos! Mas antes de tudo, antes de reclamar agora, cabe-nos atentar - já desde hoje - ao que fazemos. Vamos embora então trabalhar, atuar plantando o bem. E que assim o mundo mude! Basta começar por isso: que nos atentemos - e, assim sendo: que Deus nos ajude!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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