quarta-feira, 20 de maio de 2015

Enquanto não chega o Natal

Quando o Natal desse ano chegar, quero estar menos mesquinho. Quero dedicar à data aquele tão apregoado espírito de amar. Com isso, peço desde já: levem para longe de mim qualquer "presentinho".

Somos habituados a estar cegos. Cegueira e tolice, é o que temos. De tanto sonhar em sermos cristãos, inflando egos nessa mesmice, vejo: diante da mensagem de Jesus, somos todos tão pequenos.

Quem de nós quer de fato salvar outrem? Salvar poderia ser visto como dar-se a um destino cruel, a despeito de tornar-se mártir. Ir à alcova, mas deixar livre aquele que salvamos e, por ora, a salvo, para a vida, parte. 

Quem quer isso ou assim faria? A atitudes e verdades como essa, digo eu: habituados não estamos. Queremos na jornada as vitórias e sucessos que havia. Mas dar a outrem quaisquer louros? A quem enganamos?

Se Deus, de fato, a tudo vê, deve Ele estar um tanto chateado. Não é de hoje que deve estar a benzer-se. Afinal, enviou seu filho, que a nós foi dado para perder-se, mas sem ver com isso Sua mensagem entendida? Coitado.  
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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