quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Do amor e suas faces


Não quero saber de quantos átomos sou feito.
Quero mesmo é saber dos assuntos do coração!
Um só, mas que seja usado, pois, de todo jeito.
Sem sabê-lo, de que vale a ciência? Tudo é vão!

Amor é desassossego, corrói e nutre, decerto!
Antagônico, não? Sendo um só, é tantos...
É sentimentos tolos, puros, vãos... É incerto!
Ora ébrio por alegrias, ora demente, aos prantos...

De nada serve-se do amor aquele que lhe põe fé!
Fé é esperança de algo bom? Sim,o amor pode ser!
Mas também pode ser mau - ou já o é?
Quando faz-se mau, fere, destrói, a saber...

Amor é figura que se antecipa, entra na frente, cala...
Quem sabe do amor, há de viver como todos
- Mas, tomado por ele, rebaixam-se a consciência, a fala...;
Ficará embotado - em meio a sonhos ou à engôdos!

Ame, porém! De fato: quem sou eu para lhes falar?
Nem tenho opinião certeira, entenda bem,
Mas preciso dizer, deixar fluir... Afinal, apenas calar,
Tira-nos a saúde e tira-nos o tempo - que não mais vem.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

2 comentários:

  1. Eh Mestre belas palavras e reflexoes.. mas tal amor.. o romantico eh tao almejado q esquecemos do amor.. amor q eh em si infinito, pois nao se condiciona ao bem estar do eu e sim do outro.. grande abraco

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    1. Justo, mestre. Amor é doado. Logo, não necessariamente se recebe algo em troca. E nem muito menos deve-se ficar esperando algo. Daí, o bem do outro deveria mesmo ser o bem maior, mas nas terras do amor publicitário, usamos a imagem do amor para fomentar nosso egoísmo, dizendo a todos que não estamos sozinhos, porém, a pessoa que está conosco nem sempre torna-se bem acompanhada nessa lógica - nem muito menos amada, a bem dizer.
      Valeu, como sempre, pelo apoio e carinho, meu amigo irmão! Abraços.

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