quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Sobre a vida, os significados, nós e além

Quando calo e me vejo, penso e me pergunto:
"Que diabos tenho eu feito de minha vida?",
Chego a ter calos nos olhos!
Não que minha vida seja melhor ou pior que de outrem...
Quando assim me pergunto, mais falo de mim
Que da vida em si, decerto!
Sou eu uma alguma coisa muito aquém de tudo que poderia ter sido...
Eu mesmo talvez seja a pior coisa que me sucedeu, penso!




As piores escolhas de minha vida, as fiz com as melhores das intenções.
Sim, dizem: delas, o inferno está cheio - mas também está das indecisões.
Claro! Ora ou outra na vida, algum rumo temos que tomar...
Viver é driblar o ócio, é tomar decisões e fazer escolhas.
Somos, de fato, escravos das consequências,
Mas antes de tudo: somos fadados a escolher, a agir, decidir!
(Somos escravos, a bem dizer, de tantas coisas...)
Não há consequência sem ação, decisão, escolha.
Se seremos levados adiante, a lugar algum, somente tarde saberemos.
Não raro, isso traz consigo uma enormidade de desapontamentos,
Mas viver é também isso: esperar!


O corpo nasce e sua única espera é pela morte.
Nós, entretanto, coisa essa com alma, temos tantos atos e fatos para esperar...
Atos e fatos esses que são, muitos deles, fado -mas outros (tantos!): criação!
Viver é, além de tudo já dito: criar!
Precisamos criar nossos dias, traçar nossos sonhos enquanto motivos para viver...
Precisamos criar vida a cada vez que nossos olhos abrem-se à luz do dia novo.
Precisamos que nossos pulmões abram-se ao desfrute do fluxo do respirar diuturno enquanto assim tenha que ser.
Isso só há de parar quando, no derradeiro instante,
Nossa espera findar-se e, nisso, fundir-se na mesma espera de nosso corpo
Que é:  morrer!


No mais, resta criar atos, fatos, movimentos; tomar decisões; desfrutar; esperar!
Trazer alguma realidade - mesmo que sem sentido ou proveito algum se dê.
Afinal - e por último: viver é traçar horizontes -
Mesmo que, no fundo, de nada isso nos sirva!

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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