Ah, a quitanda de minha vida de onde eu havia comprado meus frutos de sonhos...
Como eram doces os tempos de colher e comprar sonhos, esperanças.
Hoje, tão cético: quanto de sonhar e de esperar posso ter?
Quem fui eu que de nada me sirvo?
Fechei as portas que havia e tranquei-me em meu pessimismo...
Ora, pois então que eu as abra de pronto, correto?
Diriam tantos sem saber das coisas da vida...
Sim, é duro adoecer da alma, do pensamento...
Quão doente posso estar que de mim mesmo não me curo?
Qual doença enfim jaz em mim a colocar fim ao eu que fui, esperançoso?
Ah, vida que há: traga para mim a sombra de um sonho
E deixe-me, deitado na relva da esperança, passar horas felizes.
É o que peço - pelo menos por ora.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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