quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Reticências

imagem conseguida na internet
Quem sabe, de mim, eu sinta saudade, 
Como em qualquer despedida? 
Ah, partir da vida, escapar, debalde,
Daquilo que por ora abre a ferida...

Viver, dói. Mais até que morrer, quiçá...
Nunca morri. Mal sei eu como é...
Mas, na morte, guardo uma esperança já:
Poder deixar saudade. Pois é...

Se eu, partindo, saia da vida
Sem deixar nada em ninguém,
Talvez seja melhor assim a partida,
Pois dói deixar sofrendo alguém.

Mas, decerto, de minha parte,
Prefiro não viver essa vil realidade.
Deixo aqui minha despedida. Destarte,
Quem sabe haja trégua na tal eternidade?

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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