segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Do que havia

De tanto perder a confiança
Em mim e nos outros...
De tanto perder a esperança
Às tantas; aos poucos...
De tanto perder a paz, a temperança,
Pelo fogo que consome os loucos:
Vejo-me hoje aquém do que devia!
Tenho-me longe do que eu queria!
Sinto-me, de mim mesmo, sem companhia!
Sigo, sem o calor do mundo, à beira fria!
Pego-me em vida que se apequena, em desvalia!
Trago, de tudo o que me tornei, alma vazia!
Eis-me, do todo que se deu e fui, à revelia!
Decerto, no hoje que me sobrou,
Do eu que me fiz e sou,
Fica a chaga do futuro que poderia
- Mas não foi,  não pôde, não houve! Ou nem havia?

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier



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