O dia é um instante. Sim, um instante ímpar! Nasce com o sol! O sol? Ilumina! Traz consigo as novas luzes diárias. Raios incansáveis de sol, do dia... Novo dia! Cada raio esgrime com os corpos materiais uma luta, quiçá. Desviam-se? Jamais! Raios seguem reto - e morrem! Para além de onde o raio de luz acabe, restará escuridão.
Sombra! Ausência de luz. Escuridão, sim! Deveras. A luz perde diante do anteparo material! Morre! A sombra para além, que fica, não é retrato de derrota. Não! A sombra é a complementação da luz. O seguimento. Cada raio é o anteposto da sombra relacionada a ele! Não? Estranho, talvez - mas sombra e luz são essência mútua. Onde a luz acaba, começa a sombra! Onde a sombra termina, eis que vê-se a luz! Assim é a vida? Talvez!
Acabada a vida, fica a sombra da memória, da saudade aos que ainda ficam sob a luz da existência que permaneceu neles apesar da perda. A sombra existe? O outro lado da luz, da vida, aos que se vão? Não sabemos! Sabemos que há luz e sombra. Vida e morte. A sombra pode ser apenas um momento e não haver mais nada. Mas a sombra pode ser uma existência em outra forma? Decerto que toda suposição é válida. Triste é que conclusão alguma há!
Anteposta à morte, a vida segue até acabar. Posta como continuidade da vida, a morte encerra em si questões. O que há de ser? O que há de haver? Nada? Sombra apenas? Sombra aos que ficam? Sombra aos que vão? Ah, a escuridão da ausência...
Nunca saberemos, talvez o que é a morte. O que é essa sombra para além da luz de nossas existências. Certo estou que, por ora, ainda estou sob a luz. Por ora, estou fora daquela nebulosa ideia de sombra. Por ora: vivo! Fomento reflexões na escuridão, mas sem abandonar a luz que há para mim, todavia.
Eis que raia outro dia. Eis que novos devaneios da madrugada ficam em um texto esguio, sem sentido, quiçá. Mas, sob a luz, permito-me ainda escrever coisas. Colocar no papel reflexões. Colocando ideias, reflexões, medos no papel, texto a texto, sinto-me mais luz e menos escuridão! Como se eu, agindo assim, iluminasse a parte sombria de um desassossego que vive em mim perpetuamente.
O texto não encerra a reflexão, decerto! Nem traz conclusões. Sei bem! Apenas serve para aliviar. Placebo! Traz à luz parte de minhas ideias que, não raro, escurecem meus pensamentos e meus dias. Pronto! Feito o texto, há um pouco menos de escuridão agora... E me sinto menos sozinho!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
nossa cara muito bommm
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