Era noite de um dia qualquer. Eu, um estranho usual na noite comum, resolvia sair de casa. Era tarde! Alguns goles de bebida com dois amigos e pronto! Eu estava animado a seguir, naquela noite, adiante.
Fui em frente. Segui! Entrei na casa. Tocava uma música que não recordo. Sei que não me era tão adorada a lista de músicas da banda daquela noite... Mas cheguei! Fui ao bar. Peguei minha bebida de preferência. Aos goles, um a um, o copo foi encerrando em si a dúvida entre "meio cheio" ou "meio vazio". Ficou vazio! Pronto.
E a noite foi indo, como de costume. Eu, alheio, olhando. Os outros, olhando, alheios, não se viam. Tudo era cenário! Algo que percebo nas noites que saio! O mais do mesmo, sempre. Do nada, alguém se interessa por alguém e a noite muda. Correto? Foi assim. Mas não só a noite mudou. A vida também - desde então.
Eu, escuro, sombrio, quieto num canto... Ouvia a música, sem identificar notas, versos ou algo mais, qual fosse. Apenas ouvia as batidas que ressoavam no vazio que havia em mim! Olhava os olhares das pessoas, como de costume. Sou daqueles que gosta de ver gente! E, vendo gente: vi você! Ah, doce, sutil, ao lado... Logo ali! A alguns passos adiante Trouxe a imagem para dentro de mim. Importei seu rosto, seu jeito... Sim, passei a portar você em mim desde aqueles instantes iniciais! Assim começou uma nova noite... Assim começou uma nova vida!
Você, com sua luz própria, brilhava! Eu, escurecido, sombrio, pude aparecer sob sua luz. Reluzia! E, assim: você me viu! Meu olhar tocou o seu e seu olhar tocou a mim todo! Eis então que, do vazio que eu era até então, preenchi-me importando para mim sua imagem com sua doçura, seu olhar meigo, sua voz... Algo assim, entende? O vazio foi sendo preenchido em mim! E, da troca de olhares, da troca de movimentos - num passo a passo de galanteio usual, cheguei ao ponto de trocar um beijo! Minha alma encheu-se de sua luz.
Tal qual o sol para a lua, você é luz para mim! Passei a ser visto? Passei, decerto, a ver a mim mesmo! Sim! E você me viu! Foi o mais importante! Satélite de mim mesmo que minha alma escura era até ali, sem luz própria, brilhava então pela luz do sol que você era - e é! - para mim! Sob sua luz, brilhei um pouco. Obrigado por ser meu sol! Obrigado por trazer luz e espalhá-la por onde passa com essa sua luz doce que carrega!
Um novo dia raiou numa noite qualquer de minha vida, sei bem. Claramente sei, hoje! Uma nova vida apontou no horizonte desde ali. A utopia que guiava os passos - até então fadados ao nada!, enfim, dava-se ao direito de ser real! Fez-se a luz! Um novo tempo. Obrigado!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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