Que tormento é esse que não passa?
Que mal fiz eu a Deus, outrora?
Sigo cambaleante e a dor devassa
Todo meu ser que ainda vive, por ora.
Mesmo que não queiras, a vida é muito curta!
Decerto, mais dia menos dia, eu sei: me acabo!
Todavia minh'alma tenta prender-me à vida, astuta.
Quem dera a mim mesmo eu desse cabo?
Todo esse tormento, por vezes, me cega.
Sinto uma vontade enorme de partir!
Sim! É uma fraqueza essa que me pega...
Mal sabia eu que assim seria, quando nasci.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
Tento deixar para o mundo algo do que penso, escrevendo. Agonias? Dores? Alegrias? Poemas? Crônicas? O que mais? Não! Não sei qual modelo me afaga mais em minha ânsia humana por paz. Catarse? Sim, um pouco. E me basta! Trazendo algo de ''Tabacaria'', de F. Pessoa, digo: espero que fique, ''da amargura do que nunca serei, a caligrafia rápida desses versos'', num pouco de mim. Eu, que ''não sou nada, não posso querer ser nada''. Mas, ''à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo''.
uauuuuuuuuuuuu.
ResponderExcluirmaravilhoso.
ResponderExcluirQue bom que achou isso. Obrigado!
Excluiruauuuuuuuuuuuu.
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