Tento deixar para o mundo algo do que penso, escrevendo. Agonias? Dores? Alegrias? Poemas? Crônicas? O que mais? Não! Não sei qual modelo me afaga mais em minha ânsia humana por paz. Catarse? Sim, um pouco. E me basta! Trazendo algo de ''Tabacaria'', de F. Pessoa, digo: espero que fique, ''da amargura do que nunca serei, a caligrafia rápida desses versos'', num pouco de mim. Eu, que ''não sou nada, não posso querer ser nada''. Mas, ''à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo''.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Ao amigo Carlos: no meio do caminho!
No meio do caminho tinha uma arma
Tinha uma arma no meio do caminho
Tinha uma arma
No meio do caminho tinha uma arma.
Nunca me esquecerei daqueles acontecimentos
Na vida de nossas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma arma
Tinha uma arma no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma arma.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
A partir de poema "No meio do caminho", de Carlos Drummond de Andrade: eis uma homenagem aos discursos das minorias e aos seguidores das utopias progressistas, sempre atacados (e ofendidos) por armas alheias - essas, sempre impunes!
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