domingo, 6 de março de 2016

Dores

Qual paz é essa que, de mim, se ausenta?
Observo e absorvo: é imensa minha dor.
Fato é que, da alma, algo me arrebenta.
E de dentro para fora, vem o vazio, o dissabor.

Loucura a minha de insistir em ser são.
Será o mundo todo louco ou serei eu?
Tento levantar aos céus minha mão...
Que permanece sozinha. Deus me esqueceu.

Quantas vezes mais terei de recomeçar
Traçando metas em esperanças sem fim?
Deus, olhe aqui: vê? Sou eu a bradar!
Escute as dores que ressoam em mim.



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