Tento deixar para o mundo algo do que penso, escrevendo. Agonias? Dores? Alegrias? Poemas? Crônicas? O que mais? Não! Não sei qual modelo me afaga mais em minha ânsia humana por paz. Catarse? Sim, um pouco. E me basta! Trazendo algo de ''Tabacaria'', de F. Pessoa, digo: espero que fique, ''da amargura do que nunca serei, a caligrafia rápida desses versos'', num pouco de mim. Eu, que ''não sou nada, não posso querer ser nada''. Mas, ''à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo''.
domingo, 28 de fevereiro de 2016
O que preciso?
Comi algo que não me fez bem.
Eram pedaços dispersos do passado.
Faziam reboliço enorme, um vai e vem
Que deixava o estômago embrulhado.
Tentei vomitar minhas dores.
Como se fosse possível fazê-lo...
Chagas e marcas; múltiplos autores...
Sigo! Ainda faço isso - e com algum zelo...
Cuidei mal de mim ao longo de anos.
Deixei cair a força que outrora eu tinha.
Restou um homem carcomido por danos
Deixados pelo passado. Erva-daninha...
Sou afinal um diferente ou um demente?
Não sei. Mudar, decerto, é difícil. Exige siso!
Desisto? Não. Farei o possível, é evidente.
Quem sabe, enfim, eu encontre o que preciso?
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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