Não quero ir me esgueirando na vida.
Quero correr a passos largos,
Embora eu insista em andar por caminhos
Labirínticos. Existe essa palavra?
Não sei, mas a quis dizer.
Pois então: quero muitas coisas!
De tanto querer coisas, tantas,
Distintas, ora uma, ora outra,
Díspares, não raro, elas entre si,
Sou eu um qualquer que esgueira-se
Por caminhos insensatos.
Não poderia ser diferente.
Já foi dito que quando não sabemos
Aonde queremos chegar,
Qualquer caminho serve... Não?
Ah, mente inquieta...
Ora aqui, ora acolá,
Minha sanidade permeia
Sonhos sempre de futuro, futuro...futuro...
O hoje é levado aos goles com antidepressivos...
Outrora, os goles foram de uma bebida qualquer,
Qualquer fosse a dose, o importante era a bebida.
Porém, eu era mais sedado que sensato.
Hoje ainda não sou sensato como queria - ou deveria!
Nem tampouco estou sedado como me ocorria...
Estou apenas sentado a escrever agora
Enquanto espero o horário do novo remédio
Outro remédio... Remédio...
Sem eles, caminho trôpego... Que triste!
Há de haver vida sem essas bengalas, não?
Um dia, para mim, quem sabe?
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