Olhei o céu e ele parecia vazio.
Não havia nuvens para se admirar!
Abaixei a cabeça e não dei, sequer, um pio.
Se até o céu esboça o vazio
quem sou eu para querer entender ou algo mudar?
No desvario da minha mente inquietude, sem limites,
pego-me também vazio, sem conteúdos, tolo, vago...
Vez ou outra, acordo e, de pronto, irrompo palpites
sobre como desvendar os mistérios que surgem, como convites,
a malbaratar minha indissolúvel condição de mente vazia que trago.
Sem achar sentidos, sem trazer conteúdos daquilo que existe,
fico a perambular pelo mundo sozinho, em busca de um afago, triste.
Sim, triste! Mas, na busca por respostas,
ou buscando um afago, trago esperanças, sobretudo.
Um dia hei de encontrar sentenças às perguntas que trago
e encontrarei sentimentos de amor em plenitude nesse mundo
- ou, de vez, aturdido: me acabo, mudo!
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