Quase que de imediato, pronto, fim:
Lá estava eu, vivo no mundo.
E, desde então, segundo a segundo,
fui vivendo os dias, seguindo adiante, a fundo...
Não poucas vezes, entretanto, vim a esmorecer.
Sim, esmorecer! Quis morrer, desaparecer...
Definições de morte diferentes apenas no dizer.
Mas, enfim, confesso: minha vida perdeu-se em sentido.
Isso foi conclusão que eu, várias vezes, havia tido
diante de inúmeros momentos nos quais, contido,
passei sozinho sem me dar ao luxo de desabafar.
Sem ser daqueles que desabafa, vi-me desabar.
Desabei do edifício que sou, andar por andar.
Virei cinzas no térreo que também era eu, sem vida.
Vida... Vida... Perdendo-se em sentido na lida,
fado, torna-se fardo que induz-nos a sonhos de partida.
Mas quem é forte o suficiente para se matar?
Coragem para tal, não tive, mas pus-me a pensar.
Como vencer tristezas profundas, dissabores ou o azar?
O que me faltava para ser mais forte? Ter, em meu favor, mais zelo?
Tentei de todas as formas ter pena de mim e fiz então um apelo:
''seja forte o quanto puder, por maior que seja o desespero''.
E tenho tentado, a partir disso, ser forte diante da vida.
Confesso: remédios ajudam e o álcool é uma alegre pedida.
Mas só existe felicidade se ela está em nós, mesmo que partida.
A questão é juntar os cacos de si e da felicidade para, enfim, viver.
Viver feliz é coisa para poucos - que são aqueles que dominam seu ser.
Não persigo mais o ''ser feliz'', então! Tento dominar a mim mesmo e viver.
A felicidade, como consequência benfazeja, estará comigo um dia, a valer!
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