Guardo dentro de mim
uma lembrança de quem eu era.
Já procurei-me com saudades? Sim.
Eu me esperava, sem nunca confiar na espera...
Mas eu nunca chegava!
Aonde eu teria ido?
Por onde fosse, eu procurava...
Quiçá eu tivesse mesmo partido?
Sentei-me um dia esperando a condução.
Vi homens e carros, todos vãos, passando por mim...
Eis que percebi-me ali também vão.
Cheguei em casa cansado de tudo quanto havia.
Joguei meu corpo inútil por sobre o sofá
E quis que nada de mim houvesse existido um dia.
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