Ando pelas ruas e vejo as nuvens do céu.
Elas andam por sobre mim, sim.
Eu, debaixo, fico sob aquele véu...
São flocos brancos em um céu azul sem fim.
Olho por todos os lados, tento as alcançar,
tocá-las com minhas mãos sujas de dó.
Olho para mim e vejo-me alheio a vagar.
Sou uma mente vã que comanda um corpo, só.
Pessoas nas ruas me olham e não enxergam.
Consegui desviar-me dos olhares de todos.
Ninguém me reconhece, incerto, e se cegam,
aparentemente, quando olham-me, tolos.
Quem haverá de encontrar significados?
Quero significados, quero entendimento...
Queria dormir e acordar entendendo dos fardos,
sabendo que, passageiros, passarão como o vento.
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