A criança que há em mim,
jaz como semente num solo
infértil e deixa-se ser, por fim,
comida de vermes caídos do meu colo.
Com as mãos, tento afagar o tempo.
Tento fazer as horas passarem lentas,
sem pesos ou dores, dando alento
às ansiedades que se revolvem atentas.
Elas prestam atenção em mim!
Eu fico sem entender das horas e choro.
Ansiedades são aqueles vermes que, por fim,
consomem as lágrimas que caem no meu colo.
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