A cada passo, tragava um maço. Sim, era isso que fazia aquele homem. A cada decisão na vida, aflito, fumava seus vários cigarros. Era assim desde muito cedo.
Ele não preocupava-se com os males do cigarro, mas sim com os males de sua ansiedade que era temperada de forma amena aos tragos que dava. A cada suspiro era um pouco de fumaça que via-se sair de onde ele estava.
Porém, como traça, o cigarro foi lhe corroendo por dentro. Chegou um dia que não respirava direito. Ficou ansioso. Fumou mais alguns cigarros ao invés de procurar ajuda. Duas horas depois, estava morto, estirado no chão, sem jeito.
Ninguém nunca entendeu a história daquele homem. Nem muito menos contar essa história traz algum sentido. Mas todos sabiam que ele vivia sozinho, não era de alarido. Sofria de uma tal depressão também... Fora então achado morto em casa, sozinho, sem ninguém, mas com cigarros ao lado. Pobre homem esfumaçado... Aparentemente, quem mais convivia com ele eram o maço e o isqueiro usado.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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