... ''sim, eu quero'', disse ele.
Ela não sabia bem quem era,
nem o que pretendia, mas aceitou.
Deu-lhe um beijo sorrateiro na bochecha.
Ele sorriu e calou-se. Ela parecia estática.
Não, ele não entendeu nada...
Sentiu o beijo recebido e pronto.
Ela virou-se. Foi-se embora
e ele ficou parado, absorto e tonto...
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
Tento deixar para o mundo algo do que penso, escrevendo. Agonias? Dores? Alegrias? Poemas? Crônicas? O que mais? Não! Não sei qual modelo me afaga mais em minha ânsia humana por paz. Catarse? Sim, um pouco. E me basta! Trazendo algo de ''Tabacaria'', de F. Pessoa, digo: espero que fique, ''da amargura do que nunca serei, a caligrafia rápida desses versos'', num pouco de mim. Eu, que ''não sou nada, não posso querer ser nada''. Mas, ''à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo''.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Sozinho
Meu coração tocou o fundo
do poço que meus medos cavaram.
O sorriso não existia e, profundo,
o pranto escorria, os olhos saltavam...
Vislumbrando um longo destino
que sonhei ter um dia para mim,
percebi que tudo era desatino
e que logo ali estava o fim.
Nada de longa jornada!
Nada de longo caminho!
Vi-me entre a cruz e a espada...
Cravei a segunda no peito, sozinho.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
do poço que meus medos cavaram.
O sorriso não existia e, profundo,
o pranto escorria, os olhos saltavam...
Vislumbrando um longo destino
que sonhei ter um dia para mim,
percebi que tudo era desatino
e que logo ali estava o fim.
Nada de longa jornada!
Nada de longo caminho!
Vi-me entre a cruz e a espada...
Cravei a segunda no peito, sozinho.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
Fim
Era tarde quando saí.
Deixei ali, de mim, um recado
de próprio punho. E daí?
Retilíneo? Eu nunca havia surtado!
Deixei para trás tudo.
Lancei minha alma ao vento.
Deitei-me no chão, mudo.
Estraguei meu corpo, ao relento.
A mente desprendeu-se na hora.
De espírito liberto fiquei.
Alguns verteram lágrimas para fora
caindo todas no chão onde me deitei...
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
Deixei ali, de mim, um recado
de próprio punho. E daí?
Retilíneo? Eu nunca havia surtado!
Deixei para trás tudo.
Lancei minha alma ao vento.
Deitei-me no chão, mudo.
Estraguei meu corpo, ao relento.
A mente desprendeu-se na hora.
De espírito liberto fiquei.
Alguns verteram lágrimas para fora
caindo todas no chão onde me deitei...
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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