A criança saiu de casa. Andava tocando tudo quanto via pela rua. Parece que queria ter a certeza da existência de tudo o que via. Sorria sozinha e olhava para o pai que, de mãos dadas, participava do passei daquela criança.
O chão, as árvores, a calçada com sombras que se moviam, que pareciam andar... O sol deixava sombras por onde tocava. A criança adorou aquilo tudo e pulava de sombra em sombra. Quando não havia sol, ela pulava os desenhos na calçada. ''Uma pisada no vermelho, outra no amarelo'', ela dizia. Seu pai ria por dentro achando tudo aquilo lindo.
A criança olhou para os lados, atravessou a rua apenas quando o sinal estava verde para ela. Ela já sabia algo de segurança e tantas outras coisas. Seu pai, de mãos dadas ainda, a carregava ou era carregado por ela? Crianças são espertas.
Ah, crianças. Como é bom vê-las. Como deve ser bom tê-las. São como o sol: passam e deixam luz! Mas, ao contrário do sol, crianças não geram sombras. São luz! Apenas luz! Irradiam alegria na forma de atitudes lindas, espontâneas que são. Crianças são amor também. Isso! Crianças são luz e amor.
De resto, sobra o mundo regido pelos adultos... Precisamos de mais crianças pelas calçadas e pelas ruas. As crianças nos mostrarão o caminho quando formos adultos mais responsáveis e traçarmos nossas rotas (e as nossas escolhas) pensando nelas, pensando - como for possível - como elas.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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