domingo, 22 de outubro de 2017

Daquilo que esperei

Olhei da janela a altura em que eu me via.
Olhei para dentro de mim e vi minha pequenez...
Vi no chão distante o fim que eu queria.
Vi em minha alma o silêncio que me consumia de vez.

Como pegando fogo, ia me consumindo por medos...
Ia me matando por tantos enganos, engôdos e desenganos.
Afastando-me do  mundo em solidão voluntária, degredos,
via-me sozinho, isolado, pequeno, repleto de danos.

Eu tinha sonhos para mim que não mais os sentia.
Não era eu nada daquilo que esperei. O que havia?
Era eu apenas um retrato no passado que na estante eu via.
Não restara nada daquilo que eu sonhei ser um dia.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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