Aquele homem amou aquela mulher com o máximo de amor que detinha. Tentou ser melhor. Tentou superar medos, superar engôdos. Tentou fazer no amor a superação dos erros levianos que via. Cabia a ele ser mais? Cabia a ele fazer mais? Mal sabia aquele homem que o fim do amor seria seu fim, sua desvalia..
Ele esperava algo do futuro, de início. Sonhou se reencontrar. Sonhou amar de novo. Mas não conseguiu. Aquele homem amou sua única mulher amada! Não lhe interessavam nenhuma mais das outras dentre o povo. O homem queria seu velho amor de novo. E sonhou, sonhou, sonhou, mas, disso, nada viu.
Sentiu muito, sim. Sentiu. A lágrima caiu e ele se olhou no espelho. A máscara do homem feliz estava carcomida. Ele enxergava-se agora cabisbaixo, sem amor. Sentia um ar de despedida... Via a dor, a dor, a dor. O dissabor de não ter os braços e abraços da mulher que tanto amou em vida.
E aquele homem fez assim seu dia: pensou nela! Ela? Sabe-se lá o que pensava. Ele? Apenas sonhava, sonhava e sonhava, enquanto, distante, a amava.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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