Tentei fazer correto tudo aquilo que eu devia,
mas sobra dentro de mim um terror, uma sensação fria
de ter falhado em tudo.
A soberba que um dia eu possa ter tido
deu lugar a um luto contra o qual luto, iludido,
sem vencer a derrota que fiz de mim mesmo.
Derrotado, cabisbaixo, calado - mais a cada dia:
resta saber quando será meu fim. Qual final eu daria
a mim mesmo se eu mesmo escrevesse minha história?
Ora, ora... Como posso pensar em fim,
se não consigo me desvencilhar de mim?
Resta aguardar o tempo...
De tudo, sobra ao pranto que, inquieto, jaz, comigo, aqui dentro.
E eu, ao relento, de mim aquém, fico mal, não me aguento...
Resta chorar lágrimas sem fim.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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