A criança corria como se um pote de doces estivesse logo ali, à frente. Corria, sorria... Brincava como se não houvesse amanhã. Era pura, ingênua, interagia com todos e todas. Pessoas passavam e olhavam. Quase todos olhando com amor aquela cena linda. Alguns poucos, invejosos talvez, torciam narizes e passavam sem interagir com a criança.
Eram passadas poucas horas daquele início de tarde. Era mais uma tarde, era mais uma criança em mais um dia. Éramos mais homens e mulheres ao redor daquele ser tão peculiar e ingenuamente profundo e pleno: o ser criança. Olhei de longe, dei um adeus discreto e fui pra casa feliz. Há ainda crianças brincando nas ruas e, enquanto haja elas, o mundo estará a salvo.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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