FILOSOFANDO...
AMOR
O bem maior não sei se é o amor, mas talvez a caridade. Ou, contrariando já de início a mim mesmo: talvez a caridade seja, em verdade, a sublime essência do real amor. Como? Perdão. Estou só nesse devaneio (?)...
Amor real é aquele onde presença física, atração sexual, estética, riqueza, p.ex., não são fundamentos ou imperativos à condição daquele/a que ama. Ou não deveriam ser. Amor real é incondicional! Não cria condições, resumindo. Pode existir junto disso tudo, claro, mas o "somente se" não se aplica jamais. Entende?
Se só há amor havendo a presença, cuidado: é apego. Presença é uma condição! Logo: não é amor incondicional. Se só há amor havendo atração sexual e estética, cuidado: é interesse. Atração e estética são condições. Logo: não é amor incondicional. E sobre haver riqueza? A mesma coisa. Também não é amor. É ganância? Riqueza é condição, logo: não é amor incondicional. Deu pra entender, acredito...
Amor real é incondicional. É entrega, doação de si. É proteger a amada até de si próprio - quando você percebe que sua presença é mais tóxica/deletérias que sua ausência, p.ex. Exige muito desprendimento. Abnegação. Nessas horas, o amor incondicional regozija-se até mesmo assistindo a felicidade da pessoa amada em outros caminhos, junto de outro alguém - distante de si mesmo.
A "cura" da nossa condição humana mesquinha que temos/somos virá do amor real. É demorada, mas permanece para sempre. Procuremos entender mais do amor, da caridade e desses demais aspectos como desprendimento, benevolência. Talvez assim (e somente assim!) um dia estaremos à altura do real significado da palavra AMOR.
_ reflexões vagas. Texto de Pedro Igor Guimarães Santos Xavier.
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