quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Epitáfio

Sim, sorrir é muito melhor que chorar. Gargalhadas são muito melhores que murmúrios. Dessa forma, não serão as tragédias da vida que irão nos sufocar o sorriso. A prática é complexa, mas a teoria é essa e tento ao máximo desempenhar esse aprendizado.


Em meio às dores que vivi, tenho plena convicção que ninguém nunca soube nem metade. Parto do princípio que as dores que preciso passar são para a minha evolução, logo: por qual motivo jogar para cima de alguém um sofrimento que veio para mim? Não. Não gosto disso e tento não fazer. Aprendizados são (ou deveriam) ser compartilhados. Dores são vividas sozinho.

Sim, parece estranho e doloroso. Mas Suassuna disse algo relevante sobre o sonho e o riso. Seriam as armas para enfrentar as tragédias da vida. Aprendi sobre ambas as coisas na vida. Tudo bem que todos os meus sofrimentos surgiram de sonhos que não deveria ter sonhado ou, simplesmente, que não eram pra mim ou que não alcancei. Mas, melhor rir do que outra coisa.

Jogo para quem precisar uma piada, uma pilhéria qualquer. Lembro das pessoas e, se fossem outros tempos, enviaria flores. Hoje, envio lembranças. Músicas que gostei, histórias que li, recomendações de obras que despertaram minha alegria e minha atenção. Gosto de compartilhar reflexões e doar risos, mesmo que não sejam meus.

Afinal, escrevi meu epitáfio após alguns anos de reflexões. Será esse: "Nasci chorando, mas pretendo morrer sorrindo". Não sei se estará em minha lápide a colorir como uma reflexão derradeira que gostaria de deixar para o sempre. Mas que fique aqui então. Quem ler, pelo menos: esteja avisado.

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