Às vezes, dar voz,
Faz vazar aquilo
Que somos nós.
.
Às vezes, de nós,
Saem as correntes
Que calam a voz.
.
Rompendo correntes,
Somos livres
E não mais ausentes.
.
Saindo da solidão,
Voltando a existir:
Fraternidade e gratidão!
Tento deixar para o mundo algo do que penso, escrevendo. Agonias? Dores? Alegrias? Poemas? Crônicas? O que mais? Não! Não sei qual modelo me afaga mais em minha ânsia humana por paz. Catarse? Sim, um pouco. E me basta! Trazendo algo de ''Tabacaria'', de F. Pessoa, digo: espero que fique, ''da amargura do que nunca serei, a caligrafia rápida desses versos'', num pouco de mim. Eu, que ''não sou nada, não posso querer ser nada''. Mas, ''à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo''.
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