Mas ainda sou isso aqui, hoje. Um desassossego meu diante dos comigos de mim que há tentando sobreviver entre si diante de mim em meio à solidão que o meu eu, o que se mostra visível a todos, perpetuou para todos nós, meus "eus" de algures...
Tento deixar para o mundo algo do que penso, escrevendo. Agonias? Dores? Alegrias? Poemas? Crônicas? O que mais? Não! Não sei qual modelo me afaga mais em minha ânsia humana por paz. Catarse? Sim, um pouco. E me basta! Trazendo algo de ''Tabacaria'', de F. Pessoa, digo: espero que fique, ''da amargura do que nunca serei, a caligrafia rápida desses versos'', num pouco de mim. Eu, que ''não sou nada, não posso querer ser nada''. Mas, ''à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo''.
domingo, 25 de outubro de 2020
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