segunda-feira, 26 de julho de 2010

Homem Aquém



Tua galhardia não é mais 
Que tua covardia disfarçada.
Homem, pareces criança! 
Largue essa fantasia de menino e avança!
Não luta pelos objetivos que, a ti, Deus confiou?
Se dizes que não os tem, te digo: blasfemou!
E blasfêmia, talvez não saibas, é a defesa do incapaz
Que maldiz o que é verdade 
E fecha os olhos para o que não faz...
Que finge ser alguém que não é, 
Se passando por homem de bem.
Tenta parecer melhor que os outros, 
Mas, no fundo, vê-se aquém...!
Aquém do que sonhava, 
Aquém do que tenta se ver;
Aquém daquilo que se acreditava, 
Aquém do que esperava ser.

Homem-menino, de falsas atitudes.
Vive à espera de milagres 
Ou de alguém que o ajude!
Mas não pede ajuda - finge que não precisa.
Vive em sua mente confusa, incorreta, imprecisa,
A sonhar com a realidade de seu mundo...
Um mundo distante que prefere habitar.
Quem sabe um dia perceba que sua vida é aqui, não lá!
Amou? Quem sabe? Não sei. Apenas espero ver um dia 
Que esse menino cresceu, tornou-se rei...
Rei não de um reino, mas de si mesmo!
Que ele viva sendo o monarca nesse seu eterno reinado.
Que tua rainha seja tua alma e tuas ações teu legado.
Confiança em teu cajado, menino!
Assim deixarás de ser sua vítima, um malfadado! 
Por si mesmo dominado,
Seguirá sua vida sorrindo
Para enfim sentir-se amado.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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