Viveu junto daqueles que amava.
Era feliz!
Estava astuto como um gato!
Estava astuto como um gato!
Um dia, sem saber, estava triste.
Não, se enganara:
Estava bobo!
O que acontecera?
Não sabia o porquê.
Como era um homem estranho,
achou ser tudo parte de sua estranheza...
Ele via-se sempre maldisposto no mundo.
Era um homem cheio de metafísica.
(O pulo do gato é interessante.
Salta mais alto que seu próprio corpo,
mas cai como todos os outros corpos)
Voltou. Levantou-se!
E desde então a história recomeçou
De um novo início.
De um novo ponto de partida...
_ Pedro Igor Guimarães Santos Xavier.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
Explicação: Esse poema ilustra a narração de um momento comum na vida de cada um dos humanos: o momento do enfrentamento de uma adversidade, uma queda na caminhada da vida.
O ato de seguir em frente (e suas consequências) mediante as dificuldades da vida moderna, é comparado ao "pulo do gato". Caímos na caminhada diversas vezes. Nos decepcionamos tantas outras. Acreditamos que os bons sentimentos ainda podem existir nas relações humanas. Muitas vezes, tentando ser bons, tornamo-nos bobos crendo na mentira da bondade e solidariedade humanas - daí, diz-se: "Um dia, sem saber, estava triste. / Não, se enganara, / estava bobo!". Sofremos por isso.
Somos pisados quando caídos. Mas, sempre, e assim deve ser, levantamo-nos confiantes e retornamos a caminhada. Após muitas de nossas quedas, empurrados pelo auto-conhecimento que adquirimos com nossas dificuldades na jornada da vida, num lapso de otimismo, "pulamos" além do que conseguiríamos prever ou crer ser possível para nós, mas, quando se pula alto, se cai de altura também alta. Daí, mais decepções podem vir em nossa jornada.
Seguir em frente, essa é a sina humana, nosso fado. A vida sempre segue apesar de nossos fracassos pessoais ou coletivos - daí, diz-se: "Voltou. Levantou-se. / E a história recomeçou de um novo início."/.
Seguir em frente, essa é a sina humana, nosso fado. A vida sempre segue apesar de nossos fracassos pessoais ou coletivos - daí, diz-se: "Voltou. Levantou-se. / E a história recomeçou de um novo início."/.

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