sábado, 22 de janeiro de 2011

Perdi-me

Perdi-me atrás da sombra daquilo o que sonhava ser. Hoje, não sou o que esperava, nem tampouco sou, de fato, aquilo o que espero. Sou apenas aquilo que se deu, por fim, através da passagem do tempo por mim.

Fiz esforços para ser melhor. Fracassei algumas vezes. Errei tantas outras. Simples erros ou não, mas, de um em outro, cheguei ao estado em que me encontro. Sou isso que vejo por incompetência de ser eu mesmo em mim. Não há espaços para culpa, ou remorso. Há apenas espaço para constatações...

Fui o que sinto ser por breves momentos. Por outros breves instantes, fui algo além do que sonhara. Permaneci em meio a inconstâncias... Mas, há anos, sou apenas aquilo o que hoje em mim se manifesta e, através de mim, se faz definir-me.

Sonhos em vão de ser melhor. Sonhos vãos de ser além do que posso hoje. Dediquei minha vida a fazer felizes a todos quem amo. Hoje, dedico a vida a viver o que sobrou de mim enquanto ainda continuo sonhando com a felicidade para todos. Isso basta-me, mas não nego que me faz perder-me.

Em meio à caminhada, olhando para os lados, perdemo-nos. Perdi-me, por isso! Concentrei minha caminhada em olhar para os lados, procurando ver a todos felizes. Enquanto isso, deixei-me esquecido dentro de algo que, acredito eu, sou eu mesmo, talvez! Sigo. Sigam-me. Preciso de todos. Preciso de mim. Mas: perdi-me!

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

Nenhum comentário:

Postar um comentário