A luta de classes é um eterno dilema. Pessoas ainda acreditam que em nosso mundo moderno busca-se a igualdade para as pessoas, ou que através do capitalismo os cidadãos tornar-se-ão ricos igualmente, felizes igualmente etc (igualmente!). Não! Não chegaremos a esse destino ''hipocritamente'' idealizado, jamais... Vivemos em um mundo onde todos buscam a riqueza, pois querem comprar coisas, adquirir coisas, sendo felizes assim como coisas que também o são - pois se vendem ideologicamente como se fossem um produto na estante do mundo atual. Porém, surgem as crises financeiras internacionais, as doenças em epidemias, a falta de empregos e oportunidades de trabalho. Nesse momento, todos se deparam com a triste realidade da falácia capitalista e se perguntam, desamparados: ''quem vela por nós nesse mundo?''. Ora, se uma empresa importante no mercado internacional decreta falência, todo o resto do planeta - mesmo não tendo nada a ver com isso - sai perdendo. Isso está certo? As bolsas caem, todos empobrecidos, caem com elas. Se algum país ''desenvolvido'' decreta crises financeira ou política internas, atrapalha-se toda a riqueza mundial? Ora, que rumos estamos tomando? Há anos perdemos o caminho planejado inicialmente, caminho esse deixado metaforicamente (ou não) por moedas perdidas, caídas no chão, por pensadores capitalistas de outrora que pensavam além de seus tempos... Visavam o bem social, não do capital... Hoje, não mais se debate o capitalismo, pois isso soa como démodé. E há muitos interesses por detrás disso...
Dizer-se socialista, pensar de maneira socialista, soa como pejorativo. Socialista é um cara sujo, pobre, feio, que não sabe de nada e que vive falando bobagens? Essa é a imagem que pintam nas redes de informação capitalista de hoje (e de sempre). Não se pode pensar em caráter social mais?! Não se pode pensar de maneira socialista?! Menos ainda de modo comunista... Não creio que exista ainda um método, digamos assim, político-financeiro perfeito, já traçado e pronto para nós. Mas creio que esse modelo ou método, se um dia for alcançado, será bem mais parecido com o socialismo que com o nosso habitual e corriqueiro capitalismo comodista e pouco reflexivo dos dias de hoje.
Perguntem aos ricos se eles são felizes. Claro, eles o são! Perguntem o que acham do socialismo. Claro, eles abominam. Mas voltem essas perguntas aos mais pobres. Teremos um conflito de idéias - uma luta de classes, mesmo que ideológica. As verdadeiras (e importantes) decisões que traçam os rumos de nosso mundo são feitas por ricos, uma minoria ''eleita'', em tese, mentes ''pensantes'' e, mesmo não sendo pré-requisito, favorecidas financeiramente que, por conseguinte, pensam também, digamos assim, financeiramente. Entre gastarmos trilhões salvando bancos e acabar com as crises humanitárias (de fome, miséria, epidemias etc) em regiões pobres desse vasto mundo, preferem salvar bancos e empresas, omitindo as verdadeiras crises que nosso planeta vive. Entre lutar pela solução das crises humanitárias ou simplesmente demonstrar comoção nas grandes redes de TV e mídia no geral, preferem optar pela segunda opção...Comover-se em público vale mais hoje em dia que agir no anonimato. Um vagabundo ''comovido'' vale mais hoje que um ativista decepcionado com a realidade do mundo, mas que doa sua vida por seus ideais humanitários.
Quem mais ''vale'' às grandes redes de TV e mídia hoje em dia: um famoso médico cirurgião plástico de celebridades ou um médico da atenção básica (ou, semelhante a esse último, um médico sem fronteiras)? Vivemos em um mundo ''umbigocêntrico'' - perdão pelo neologismo bobo. Mas somos assim criados: ''corra, o mundo é teu...teu...TEU!''. Isso ecoa em nosso âmago voltado ao capitalismo... Por isso, ''compramos o mundo'' ou achamos que isso é possível desde criança. Trabalhamos para enriquecer, não para melhorarmos nossa sociedade com nosso suor. Lutamos pelos nossos bens, não mais pelos nossos ideais ou pelo bem propriamente dito, acima de qualquer coisa.
O mundo ainda não está perdido, mas estão lutando por isso deixando nossas crianças cada dia mais e mais fúteis - tal qual conseguiram para os nossos jovens de hoje. Uma juventude torpe, embriagada no álcool que molha suas gargantas nas noites sem fim em festas fúteis. Jovens não conversam mais sobre política, pois estão preocupados demais com os ''hits'' eletrônicos do momento, ou algo assim. Triste enredo de nossa história atual... Mas esse texto é apenas uma opinião, um desabafo. Porém, ainda assim torço: tomara que eu esteja completamente errado.


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