Para um dia de paz, percebemos o quão conflituoso se torna para vivê-lo. Parece, por vezes, que tudo conspira em nossa volta para que adentremos ao mundo de irritação, cansaço mental, desespero etc, de acordo com os fatos que se nos apresentam no andar dos dias e suas respectivas horas. Estranho. Por vezes, sinto que, mesmo em tempos de paz, acontecimentos corriqueiros do dia a dia me fomentam a irritação e outros dos sentimentos inadequados ao mundo de edificação que esperamos. Ora, sentimentos negativos ainda são de fato presentes em nossos dias, mas eles existem apesar de nós? Nunca. Eles se manifestam por nós, através de nós. Fazem-nos criar martírios e sofrimentos vários, desnecessários, em nossos dias, devido nossa ausência de controle sobre os sentimentos ruins e pensamentos negativos que se nos apresentam junto ao âmago do ser que somos. Precisamos refletir: nós perpetuamos em nós mesmos e, por conseguinte, em nosso meio, os vícios de comportamento e mentais, digamos assim, que tantos nos impactam na caminhada terrena.
Amigos, é tempo de despertar para uma nova era, onde as pessoas possam se respeitar, retirando os estigmas e preconceitos que mantemos em nós. Um simples bom dia a ser dado ao ser que nos passa ao lado na rua parece-nos algo incabível. Inventamos mil ''verdades'' para tornar plausível nossa falta de compaixão, amor ao próximo ou, no geral, nossa falta de educação moral para lidarmos em sociedade. Cumprimentar alguém, abraçar ou, em sofrendo pelo próximo ao vê-lo em desespero, amar ao próximo, tem sido para nós tarefa árdua, mas erroneamente árdua - deixe-se claro.
O que precisamos fazer, amigos? Amar. Simplesmente amar. É tão difícil assim? Não. Nunca foi, mas, amar alguém requer que nos coloquemos atrás dessa figura, dessa pessoa, desse ser. Queremos, mesmo que inconscientemente, sempre, sermos prioridade nas coisas, a causa primeira das coisas...daí, colocarmos algo à nossa frente sempre tem sido difícil. Carência humana? Carência espiritual? Não sei, mas em nossa busca incessante por sermos amados, temos amado pouco, pois queremos receber juras de amor, sem esforços de abnegação de nós mesmos...isso torna nossa concepção de amor em algo falso, incorreto ou, melhor dizendo, incompatível com amor de verdade.
Que exemplo maior de amor verdadeiro que o da mãe para com seu filho? Penso eu que amar é fazer como essa mãe que, em tendo que alimentar seu filho, criá-lo e educá-lo, sofre as consequências do auto-abandono, da auto-negligência em busca de viver em função do outro, o amado filho, a alma inserida em sua vida e motivo de sua felicidade acima de tudo. Esse amor tem-nos faltado. Amor espontâneo, verdadeiro, que não pede nada em troca, apenas é doado em sua mais forte forma de existir. Não mais sabemos ser como as verdadeiras ''mães'' diante de teus filhos. Diga-se de passagem, pelo que temos visto pelo mundo, nem mesmo as mães de hoje, de fato, tem sabido amar assim, como mães que são, deixando seus rebentos em prantos, abandonados à mercê do tempo. Vivem essas crianças buscando, na instintiva esperança adquirida (como forma de sobrevivência), as forças e o amor para viverem a triste realidade da existência terrena em que se encaixam. Muitos desses ''filhos'', adquirem graus elevados e evolução, de educação, muitas vezes, por méritos próprios, adquiridos ao longo de suas existências, baseando-se naquilo que acreditam ser certo e errado, sem um colo de pai ou mãe para lhes instruir, fazendo, devido a isso, de seus próprios julgamentos, sua razão e medida para evoluírem sozinhos - mas nem por isso desamparados, pois a espiritualidade maior ampara-nos a todos. Sob duras penas, muitas dessas crianças, mesmo desamparadas aos nossos olhos, abandonadas pela ausência do amor materno (e paterno), tornam-se, surpreendendo as expectativas desatentas, seres imensamente evoluídos moralmente, espiritualmente - educação essa que tanto precisamos. Educação moral, educação espiritual. Essa evolução moral e espiritual de tantos seres que vemos estarem conseguindo é um dos milagres que podemos testemunhar pela Terra. Serve-nos a dar esperança cabível (principalmente aos menos crentes, como sendo ''descendentes de São Tomé'') na real influência benéfica de nossos benfeitores espirituais no caminhar de nosso mundo para um planeta de regeneração, onde estejam devidamente claros os ensinamentos da edificação de Jesus e todo o Teu evangelho.
Apesar das falhas que temos percebido, do desespero, desamparo, da ausência de amor que temos testemunhado e por vezes sido vítimas, percebemos ainda que nada está perdido. Na simplicidade e humildade de muitos seres ao nosso redor, na verdadeira e amável forma de viver de muitos desses irmãos de caminhada, percebemos o amor Divino materializado...Abramos nossos olhos para acharmos Deus nos corriqueiros fatos e nas passageiras (ou não) pessoas de nosso dia a dia. Amigos, é hora de repensarmos o que temos feito aos nossos semelhantes. Mães, é hora de pensarem o que têm feito aos seus filhos. Somos filhos de Deus e pedimos tudo ao nosso Pai Supremos, mas o que temos feito a ele além de pedir? Pensemos.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier


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