Permita-me ser eu mesmo. Permita-me que eu me ame.
Permita-me ser a pena ao vento; deixe-me voar. Permita-me olhar para os céus -
não queira que eu vire meus olhos para o chão durante a caminhada. Sempre para
o céu, olhando para o alto, buscando coisas do alto, sempre no alto. Permita-me
ser eu mesmo, sem cercas. Permita-me edificar em mim a minha tenda e que eu
possa sê-la sem paredes. Que nela haja apenas a terra como chão e o céu como
teto. Não permita que as cercas que constrói a si mesma me prendam, deixe-me
ser animal livre, solto pelo pasto, e permita-me ter como pasto todo o mundo.
Permita-me alçar vôos rumo à felicidade e te lembres que a felicidade está além
das cercas, além dos muros, além dos montes. Permita-me. Permita-se.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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