terça-feira, 14 de agosto de 2012

Minha Casa



Retorno ao meu baluarte,
Meu bastião,
Meu céu, meu lugar.
Sim, é aqui, meu chão.
Cheguei, vejo a felicidade
Escondida debaixo da cama.
Verdadeira criança,
Escondeu-se de mim.
Ali está ela, em meu lugar.
Nada além daqui.
A felicidade me é
Nada além do que vejo agora.
Isso é tudo, mais do que peço,
Mais do que mereço.
É meu lugar, já basta!
Em meu canto, um armário,
Nele guardo meus bens,
Tudo do mais precioso:
Minhas lembranças!
Minha alegria e minha paz.
Meu eu completo em si mesmo.
É tudo, puro e simplesmente.
Eterno, duradouro,
Como a rocha, a montanha.
Visível para mim,
Numa fantasia palpável.
Meu rumo, meu farol,
Meu pedal, meu remo,
É aqui que vivo
E sinto-me pleno.
Aqui quero estar sempre!
Aqui é minha vida.
Aqui sou eu,
Eu sou aqui, eu sou isso.
Não existo sem ela.
Nada sou sem ela.
Fora daqui, nada demais o sou,
Apenas um réu do tempo.
Quem abandona sua casa,
Nunca será o que era para ser.
Culpado por excelência sem ti.
Minha casa, minha vida,
Minha amada casa querida.
Meu vício, minha benção,
Aonde encontro a leveza do ser.
Minha juventude, minha graça.
Meu bálsamo, meu álamo.
Minha vela, meu vento.
Simples em si mesma.
E eu, em ti,
Sou uma rude transparência.
Meu lugar!
Aqui perco-me de tudo,
Mas encontro-me, entretanto.
Sem ti não me acho.
Minha casa, meu corpo,
Extensão tão pura de mim.
Meu apoio, meu chão.
Minha rede à beira-mar,
Minha paz, 
Minha paz...

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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