terça-feira, 14 de agosto de 2012

Algo sobre nada



Por vezes, pensar é mais complicado que escrever. Escrevo nessas horas sem pensar. Se penso, escrevo anedotas. Se escrevo anedotas, fico perdido. Se perdido, não me encontro. Se não me encontro, perco o que penso dentro de mim. Daí, não sai nem mesmo um texto, ou sequer uma frase. Assim, é difícil dizer, pensar algo novo se me torna martírio. Sofrível se torna o hoje quando todos esquecemos que amanhã é outro dia, nova oportunidade. Quem sabe amanha eu escreva? 

Pensar é cansar-se parado. Cansar-se é pensar em demasia. Demasia é a morte para o conservador. Quando algo é demais, qualquer um desconfia, assim como o santo da esmola. Refletir é pensar descansado, mas descansar é não pensar...Nem refletir...É descansar, simplesmente e apenas isso!

A paz é algo que se faz, seja para o mundo, seja para si próprio. É um castelo de tijolos soltos construído por nós. É algo que se conquista, embora seja frágil demais para durar muito. É uma busca incessante. Seguem-se as pistas. Pelo caminho elas estão espalhadas. Basta para elas olharmos, agacharmo-nos e pegá-las quase em uma reverência. E quando menos esperarmos, a paz se nos manifesta como um primeiro raio de sol de um novo dia.

Pense menos, escreva mais. Deixe fluir algo que lhe haja por dentro. E leia menos se necessário for, pois nem todos sabem escrever. Assim como nem todos sabem pensar. Mas quando se escreve, sabe-se pensar,
Ou tenta-se encontrar em pensamentos. E se sabemos pensar, escrever torna-se fácil. Agradar a todos que sempre será difícil. Cada coração, cada mente, com suas respectivas dificuldades para serem tocadas.

Só o tempo dirá o que há, ou o que falta, ou o que temos e seremos. Coletamos durante a vida um excesso de bagagem. Desfaremo-nos dela em breve. Esse breve pode durar anos, e os anos podem ser como em dias... Tudo é efêmero, passa rápido. Não entendes, explico! Porém, não sei explicar, então, me calo. 

A vida é um martírio, uma repetição de atos, de coisas... Basta lermos nossos dias interpretando o que deles vier. Repita o que te agrada. Não se importe com a rima, pois a rima é um controle descontrolado, uma imposição desenfreada, despropositada. Máquina dominadora da mente como todas as normas. Não rime seus versos com os dos outros. Não aja como eles! Seja o que te satisfaz, mas preocupe-se com os outros, sempre. Preocupe-se em ver quem se preocupa contigo. Se te impõem algo, imponha-se-lhes como humano que és, pois mais é feliz aquele que pensa pouco, pois pouco pensando, com pouco há que se preocupar. Se pouco se preocupar, menos ainda se tem a pensar. Assim seremos felizes, e isso nos basta por ora!

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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