terça-feira, 14 de agosto de 2012

O simples transeunte


José aguarda todo dia
Alguém que com ele assunte,
Mas nada consegue,
Pois em sua passagem na Terra,
É ele apenas um simples transeunte.
Cansado de ser nada,
Cansado de assim viver,
Saiu correndo um dia,
Tão rápido, de se perder...
Era pobre, o pequenino,
Um homem, meio menino,
Que corria sem ninguém ver.
Gritou por entre os carros,
Caiu em meio à rua.
Levantou-se na honra sua
Sob olhares fitando-lhe o ser.
Suspirou antes de correr. 
Correu de novo até parar.
Cansado, sem respirar,
Achava que ali iria morrer.
Não morreu, mas dormiu, de fato.
De cansado, estava tonto.
De tão sujo, parecia um rato.
Um simples pequenino,
Sem teto ou comida no prato.
Ronca de tão cansado, ao dormir.
Ronca de tanta fome, sem se ouvir.
Um simples pequenino, 
Desafortunado transeunte,
Que espera, a qualquer custo,
Alguém que com ele assunte.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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