O amor é um veneno de sabor doce.
Quão bom seria se veneno não fosse,
Sendo apenas puro mel na boca minha.
Quão triste é a morte do sentimento,
Perdido em tamanho sofrimento,
Tirando de mim a felicidade que eu tinha.
Hoje, sem rumo, calado e mudo,
Percebo ter sido tremendo absurdo
Perder a paz que há pouco era minha...
Sem restos ou sobras de esperança,
Com lágrimas tristes, feito criança,
Despeço-me do amor, erva-daninha.
Se de tudo sobrar um pouco
Quero cantar, num grito rouco,
O canto do amor que eu tinha.
Mas dele restou chaga, ferida aberta.
Calada a boca, a alma, enfim, se aquieta,
Enquanto o resto do sentimento definha.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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